Sobre o CHAO$



O rapper carioca CHS  lança hoje o seu aguardado EP de estreia, CHAO$. Membro do Bloco 7, grupo underground no Rio de Janeiro que tem chamado a atenção da cena do rap nacional, o cantor foi o último do grupo a lançar um trabalho solo. Mas a espera valeu. Ele se mostrou diferente dos demais, abordou temas diferente do tradicional mulheres, dinheiro e maconha. Embora curto, com apenas sete músicas, o EP agrada muito. Bastante boom bap, rimas inteligentes e linhas melódicas compõem a obra.
CHS abre o EP com "Quem Viver Verá", música com um tom introdutório e falando um pouco da realidade dele. Destaco o segundo verso:

Eu vi meus manos indo pro outro lado 
Eu vi que a vida é mesmo descartável
Eu sei que a morte é inevitável
Mas morrer cedo, irmão, é inaceitável 
Antes prá nós o que era inviável 
Não existe nada, mano, inacessível
O que ele fala que é impraticável 
Transforme tudo num plano infalível

O EP segue com "Denaro", single que ele lançou previamente. Em seguida vem uma parceria com Luccas Carlos, a interessantíssima "Inspiração". Na faixa falam obviamente de Inspiração, de como ela vem, como aparece na história e a busca por ela. O refrão com as duas vozes ficou diferente e muito bem feito. Destaco algumas linhas do verso do CHS:

Ela dava um, dois, junto com Bob Marley
Ajudou Leonardo da Vinci
Já encontrei em rodas de freestyle
Já levei ela pra uma suíte
Passa o tempo, eu tô sem paciência
Nada explica, nem sua ciência
Abençoada seja sua presença
Maldição ficar na sua ausência

Depois vem a love-song "Futura Ex", "Denaro" já lançada, em parceria com BK' e "Ponteiros" antes da melhor faixa do EP, uma parceria com Shawlin: "Ali Bomaye". A produção de Victor Henry ficou impecável e o verso do convidado chamou a atenção e merece destaque. Seguem algumas linhas:

Ali bomaye
Vida batendo, eu desmaiei, me esquivei
Até tentei, sei que levei, mas só que eu não caí
A tempo me recobrei, desviei
Tentou me jogar pra lá e eu de Muhammad Ali


Confira também meu review sobre o segundo disco de estúdio do mineiro Djonga, "O MENINO QUE QUERIA SER DEUS".


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